Linfangioma

Dra. Heloisa G. A. Campos

São tumores formados por cistos e ectasias linfáticas, comprometendo qualquer órgão ou tecido. Podem ser superficiais, acometendo pele e mucosas que são infiltradas por vesículas translúcidas ou vinhosas. O comprometimento de partes moles, estruturas ou órgãos profundos pode ser microcístico, macrocístico ou misto.

Os linfangiomas são malformações congênitas, presentes desde o nascimento, e que não regridem espontaneamente. A complicação mais comum é a linfangite que provoca aumento abrupto do volume associado a sinais infecciosos, ou seja, febre, dor e eritema local. Os Linfangiomas fazem parte de diversas síndromes.

Diagnóstico diferencial: O diagnóstico pode ser clínico nas lesões mais superficiais. As lesões profundas, sem comprometimento de pele, se manifestam como um processo expansivo cujo diagnóstico é confirmado por meio de exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Tratamento: Os Linfangiomas não sofrem involução e devem ser tratados. Com mais frequência, se utiliza a escleroterapia como modalidade de tratamento preferencial.

Dentre os medicamentos empregados para o tratamento dos Linfangiomas podemos destacar o OK432 (Picibanil) como a alternativa mais eficiente e mais segura. Outra opção com relatos de bons resultados é a Bleomicina.

Os Linfangiomas de pele podem ser tratados com sessões de Dye Laser para eliminar as vesículas cor de vinho.

A cirurgia convencional está sendo deixada de lado, em decorrência de um alto índice de recidiva, de morbidade e de mortalidade.


Dra. Heloisa G. A. Campos
Cirurgiã Pediátrica - Especialista no tratamento de Hemangiomas e Linfangiomas
Titular do Departamento de Cirurgia Reparadora - Hospital A. C. Camargo - São Paulo

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